Prática guiada
Estude como se estivesse à beira do leito: do contexto à conduta, etapa por etapa.
Paciente adulto internado com sepse abdominal necessita de acesso venoso central para drogas vasoativas. Duas tentativas às cegas de punção da jugular interna falharam e formou-se um pequeno hematoma cervical. A equipe decide usar o ultrassom para guiar a punção com segurança.
6 etapa(s) · Analisar caso →
Paciente em ventilação mecânica prolongada por pneumonia grave falhou em uma tentativa de desmame anterior. A equipe suspeita de disfunção diafragmática contribuindo para a fraqueza respiratória. O ultrassom do diafragma é usado para apoiar a decisão de extubação.
Paciente apresenta área de dor, calor e vermelhidão na coxa há alguns dias, com dúvida clínica entre celulite e abscesso já organizado. O exame físico não define claramente se há coleção drenável. O ultrassom de partes moles orienta a conduta.
5 etapa(s) · Analisar caso →
Paciente relata flashes luminosos, moscas volantes e perda de campo visual em um olho de forma súbita. O acesso ao oftalmologista é limitado no momento do atendimento. O médico realiza ultrassom ocular para diferenciar descolamento de retina de outras causas.
Paciente jovem chega com cefaleia intensa, vômitos e visão turva, levantando suspeita de aumento da pressão intracraniana. O fundo de olho é de difícil realização no pronto atendimento. O médico mede a bainha do nervo óptico por ultrassom para apoiar a decisão.
Paciente adulto dá entrada em parada cardiorrespiratória com atividade elétrica sem pulso. A equipe conduz a reanimação e busca causas reversíveis. O ultrassom é integrado ao protocolo durante as pausas para checagem de ritmo, sem prejudicar as compressões.
Paciente em parada respiratória é intubado em ambiente ruidoso, com capnografia temporariamente indisponível. Há dúvida sobre o posicionamento traqueal versus esofágico do tubo. O ultrassom cervical é usado como método rápido de confirmação em tempo real.
Paciente com cirrose hepática avançada procura o pronto atendimento com distensão abdominal importante, dor e desconforto respiratório. Há suspeita de peritonite bacteriana espontânea e necessidade de paracentese diagnóstica e de alívio. O ultrassom guia a escolha do sítio de punção.
Paciente idoso internado com insuficiência cardíaca descompensada mantém dispneia apesar do tratamento clínico, e a radiografia mostra derrame pleural à direita. A equipe planeja toracocentese de alívio. O ultrassom é usado para marcar o ponto seguro e guiar o procedimento.
Homem de meia idade retorna de viagem longa e apresenta dor e edema em panturrilha unilateral há dois dias. O escore de probabilidade clínica é intermediário e o dímero D não está disponível de imediato. O médico realiza o protocolo de compressão venosa à beira do leito.
Mulher jovem com desidratação por vômitos persistentes chega ao pronto atendimento com veias periféricas colabadas e histórico de punções difíceis. A equipe de enfermagem tenta três acessos sem sucesso. O médico assume a punção usando o ultrassom para localizar uma veia profunda do antebraço.
Homem de 68 anos procura o pronto atendimento por desconforto abdominal vago e sensação de pulsação no abdome há semanas. Está estável, com pressão de 138 por 84 mmHg, sem dor intensa no momento. Refere tabagismo de longa data e doença arterial periférica. O médico decide varrer a aorta durante o exame abdominal de rotina.
Mulher de 29 anos chega com dor em baixo ventre e sangramento vaginal discreto há um dia, com atraso menstrual de seis semanas. Está pálida, levemente taquicárdica e com dor à palpação da pelve. Ainda não sabe se está grávida. A regra de ouro de excluir gravidez ectópica direciona toda a avaliação.
Homem jovem de 22 anos chega com dor que começou periumbilical e migrou para a fossa ilíaca direita ao longo de 10 horas, com anorexia, náuseas e febre baixa. Ao exame, apresenta dor à descompressão no ponto de McBurney. Está estável e com leve leucocitose. A suspeita de apendicite orienta o POCUS graduado.
Mulher de 61 anos chega com dor e distensão abdominal progressiva há dias, sem história de trauma. Está estável, com abdome globoso e discreto desconforto difuso. Refere doença hepática prévia e ganho de peso recente. A investigação de líquido livre abdominal orienta a avaliação com ultrassom à beira do leito.
Homem de 28 anos chega após colisão de motocicleta, com dor abdominal difusa e escoriações no flanco. Está taquicárdico, com pressão limítrofe e dor à palpação do abdome. Nega perda de consciência prolongada. A suspeita de hemorragia intra-abdominal motiva o FAST imediato na sala de trauma.
Homem de 74 anos chega com dor e distensão em baixo ventre há horas, com desconforto crescente e sensação de peso. Refere que urina pouco há dois dias e nega febre. Tem história de sintomas prostáticos e uso recente de descongestionante. A hipótese de retenção urinária aguda motiva a avaliação com ultrassom.
Mulher de 54 anos chega com dor lombar direita há 2 dias, agora acompanhada de febre de 39 graus, calafrios e mal estar intenso. Está taquicárdica, com tendência a hipotensão e prostrada. Tem história de cálculos prévios. A associação de dor obstrutiva com febre acende o alerta de emergência urológica.
Homem de 39 anos chega contorcendo-se de dor em flanco esquerdo, com irradiação para a região inguinal, iniciada há 3 horas. Refere náuseas e urgência miccional, sem febre. Ao exame, apresenta punho percussão lombar dolorosa à esquerda e está afebril e estável. A suspeita de cólica renal leva ao POCUS renal na sala.
Mulher de 46 anos chega com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, iniciada após refeição gordurosa, com náuseas e febre baixa. Ao exame, apresenta dor à palpação profunda do quadrante superior direito. Está estável, subfebril e com discreta leucocitose. A hipótese de doença biliar aguda motiva o exame à beira do leito.
Homem de 71 anos chega trazido pelo resgate com dor abdominal súbita e intensa irradiando para o dorso, iniciada há 40 minutos. Está pálido, sudoreico, com pressão arterial de 82 por 50 mmHg e taquicárdico. Tem história de tabagismo e hipertensão de longa data. A equipe suspeita de catástrofe vascular e aciona o POCUS ainda na sala vermelha.
Paciente hipertenso de longa data chega com dor torácica intensa de início súbito, descrita como dilacerante e irradiada para o dorso. A pressão arterial está muito elevada em um dos braços e assimétrica entre os membros. O paciente refere sensação de desmaio e apresenta fácies de dor importante.
Homem de meia-idade chega à emergência com dispneia progressiva há três dias, agora em repouso. Refere sensação de aperto torácico e cansaço aos mínimos esforços. Ao exame apresenta turgência jugular, bulhas abafadas e taquicardia. A pressão arterial está limítrofe e o paciente parece ansioso e sudoreico.
Mulher jovem com pós-operatório recente de cirurgia ortopédica retorna com dispneia súbita e episódio sincopal. Refere dor torácica pleurítica e sensação de morte iminente. Chega taquicárdica, taquipneica e com saturação limítrofe em ar ambiente, exigindo suplementação de oxigênio já na triagem.
Idoso chega hipotenso, com extremidades frias e pele marmórea. Relata dispneia e cansaço crescentes na última semana, com ortopneia importante. A ausculta revela crepitações bibasais e ritmo de galope. A perfusão periférica está comprometida e o nível de consciência começa a oscilar, sugerindo baixo débito.
Homem com fatores de risco cardiovascular apresenta dor precordial em aperto irradiada para o braço esquerdo, iniciada há uma hora. Chega sudoreico e ansioso. O eletrocardiograma inicial é ambíguo, sem supradesnivelamento evidente, e o paciente mantém dor persistente apesar da analgesia inicial administrada.
Paciente é trazido em parada cardiorrespiratória, com ritmo inicial de atividade elétrica sem pulso. A equipe inicia manobras de reanimação de alta qualidade com compressões torácicas e ventilação. Durante as pausas para checagem de ritmo, surge a necessidade de identificar rapidamente causas potencialmente tratáveis do colapso.
Paciente chega hipotenso e dispneico, com histórico impreciso e exame físico pouco conclusivo sobre o estado volêmico. A equipe hesita entre expandir volume ou iniciar suporte pressórico, temendo tanto a hipovolemia quanto a congestão. A decisão sobre fluidos precisa ser tomada rapidamente para evitar deterioração do quadro.
Paciente com quadro arrastado de cansaço e desconforto torácico vago é avaliado na emergência. Está estável hemodinamicamente, sem hipotensão, mas com bulhas discretamente abafadas. Relata sintomas há semanas, sem piora abrupta. A equipe pondera se há necessidade de intervenção imediata ou de investigação eletiva orientada.
Paciente com histórico de neoplasia relata dispneia aos esforços que piorou nos últimos dias, associada a dor torácica pleurítica e leve taquicardia. Está estável, porém desconfortável, com saturação discretamente reduzida. A ausência de instabilidade franca não afasta uma condição potencialmente grave que precisa ser investigada com atenção.
Paciente é atendido após trauma torácico fechado, referindo dor persistente na região anterior do tórax e sensação de falta de ar. Com o passar dos minutos surge taquicardia crescente e queda progressiva da pressão arterial. A equipe precisa identificar rapidamente a causa da deterioração hemodinâmica em curso.
Paciente adulto é trazido após queda de altura significativa sobre superfície rígida. Apresenta dor torácica à esquerda e dispneia que piora ao longo dos minutos iniciais na sala. A oximetria mostra queda progressiva da saturação apesar da oferta de oxigênio suplementar.
Homem jovem chega com ferimento por arma branca no flanco esquerdo. Está estável, consciente e com dor localizada ao redor da lesão. Não há sinais de peritonite difusa nem instabilidade hemodinâmica no atendimento inicial.
Homem adulto jovem chega à sala de emergência após colisão de motocicleta em alta velocidade. Está pálido, sudoreico e queixa dor abdominal difusa. A pressão arterial inicial é baixa e a frequência cardíaca está elevada, com resposta apenas transitória à reposição volêmica.
Mulher no terceiro trimestre de gestação é atendida após colisão frontal de veículo. Está consciente, com dor abdominal e leve hipotensão. A prioridade inicial permanece a estabilização materna, pois dela depende o bem-estar do concepto.
Paciente pediátrico é atendido após queda de bicicleta com impacto do abdome contra o solo. Está choroso, com dor abdominal e taquicardia, mantendo pressão arterial no limite inferior esperado para a idade. A avaliação exige atenção às particularidades da criança.
Homem adulto é atendido após acidente com desaceleração brusca e impacto lateral do tórax. Apresenta dispneia, dor à respiração profunda e discreta hipotensão. A ausculta revela redução do murmúrio na base do hemitórax direito.
Paciente adulto é resgatado após atropelamento com deformidade evidente da pelve. Chega hipotenso e taquicárdico, com dor intensa à mobilização da bacia. A prioridade é localizar rapidamente a fonte do sangramento que sustenta o choque.
Homem de meia-idade sofre trauma fechado de abdome por impacto de guidão de bicicleta contra o epigástrio. Chega estável, mas relata dor persistente e progressiva na região central do abdome. O exame físico é pouco esclarecedor pela distensão discreta.
Mulher adulta é atendida após acidente automobilístico com uso de cinto de segurança. Está estável, consciente, com dor abdominal leve no hipocôndrio esquerdo. O primeiro FAST realizado logo na admissão não mostra líquido livre evidente.
Homem adulto chega com ferimento penetrante na região precordial após agressão. Está consciente porém agitado, com turgência das veias do pescoço e bulhas cardíacas de difícil ausculta. A pressão arterial cai de forma abrupta durante a avaliação inicial.
Mulher de 62 anos e trazida sonolenta, sem historia clara fornecida pelo acompanhante. Apresenta pressao de 74 por 44 mmHg, frequencia cardiaca de 118 bpm e extremidades frias. Nao ha sinais externos de trauma nem febre aferida, e a origem do choque permanece indefinida apos o exame inicial.
7 etapa(s) · Analisar caso →
Homem de 73 anos, hipertenso e tabagista, chega apos episodio de sincope precedido de dor abdominal e lombar intensa de inicio subito. Esta pálido, com pressao de 82 por 48 mmHg, frequencia cardiaca de 108 bpm e sudorese. A palpacao do abdome revela massa pulsatil e dolorosa na regiao central.
Mulher de 34 anos recebe a primeira dose de antibiotico intravenoso e, em poucos minutos, apresenta prurido, urticaria difusa, edema de labios e sensacao de aperto na garganta. Evolui com pressao de 76 por 40 mmHg, frequencia cardiaca de 124 bpm, sibilos difusos e extremidades quentes. Esta ansiosa e com dispneia.
Homem de 71 anos chega com historia de quatro dias de vomitos e diarreia intensa, ingesta oral minima e reducao do volume urinario. Esta letargico, com mucosas secas, pressao de 84 por 52 mmHg, frequencia cardiaca de 116 bpm e extremidades frias. Nao apresenta febre nem dor abdominal significativa.
Homem de 54 anos no quarto dia de pos operatorio de cirurgia ortopedica de membro inferior apresenta dispneia subita, agitacao e queda de saturacao para 84 por cento em ar ambiente. A pressao e de 80 por 50 mmHg e a frequencia cardiaca de 130 bpm. Nega dor toracica pleuritica clara, mas esta muito ansioso.
Mulher de 59 anos com cancer de mama em tratamento chega com dispneia progressiva e mal estar. Durante a avaliacao apresenta piora abrupta, com pressao de 70 por 45 mmHg, frequencia cardiaca de 132 bpm, turgencia jugular importante e bulhas cardiacas abafadas. Refere dor toracica em aperto nos ultimos dias.
Homem de 66 anos, diabetico e hipertenso, chega com dor toracica opressiva iniciada ha tres horas, dispneia e sudorese. Apresenta pressao de 84 por 58 mmHg, frequencia cardiaca de 104 bpm, extremidades frias e mosqueadas. O eletrocardiograma mostra supra de segmento ST em parede anterior.
Mulher de 78 anos trazida por familiar com historia de dois dias de febre, prostracao e disuria. Apresenta pressao de 78 por 40 mmHg, frequencia cardiaca de 118 bpm, temperatura de 38,9 graus e extremidades quentes com enchimento capilar levemente lentificado. Esta sonolenta mas responsiva a estimulo verbal.
Paciente masculino de 24 anos chega a sala de emergencia apos colisao de motocicleta em alta velocidade. Esta palido, sudoreico e agitado, com pressao arterial de 82 por 50 mmHg e frequencia cardiaca de 128 bpm. Refere dor abdominal difusa e ja recebeu colar cervical e imobilizacao pela equipe pre hospitalar.
Homem de 40 anos vitima de queda de altura chega com dor toracica a esquerda e dispneia progressiva. Durante a avaliacao evolui com hipotensao de 78 por 46 mmHg, frequencia cardiaca de 130 bpm, turgencia jugular, desvio de traqueia e reducao do murmurio vesicular no hemitorax esquerdo. Esta agitado e cianotico.
Paciente de cerca de 58 anos chega com dispneia, hipotensão e má perfusão periférica. A história é confusa e há relato de vômitos nos últimos dias. A equipe precisa decidir rapidamente entre expandir volume ou tratar congestão.
Paciente de cerca de 65 anos, tabagista de longa data, procura atendimento por piora da dispneia habitual, tosse e chiado. Nega dor torácica. Chega com uso de musculatura acessória e expiração prolongada.
Paciente de cerca de 60 anos com dispneia progressiva há uma semana, sensação de peso torácico e tosse seca. Nega febre alta. Ao exame, murmúrio abolido no terço inferior de um hemitórax, com macicez à percussão.
Paciente jovem de aproximadamente 25 anos, magro e alto, apresenta dor torácica súbita e dispneia após esforço. Nega trauma. Chega taquipneico, com murmúrio diminuído em um hemitórax e desconforto importante.
Paciente de cerca de 50 anos com dispneia súbita e taquicardia, sem febre nem tosse produtiva. Refere imobilização recente por cirurgia de membro inferior. Chega hipoxêmico, ansioso e com pulmões limpos à ausculta.
Paciente de aproximadamente 70 anos chega à emergência com dispneia súbita ao deitar, sudorese e ansiedade. Refere piora nas últimas duas horas, com sensação de afogamento. Ao exame, taquipneico, hipertenso e com estertores bibasais.
Paciente de aproximadamente 55 anos apresenta febre há três dias, tosse produtiva e dispneia progressiva. Refere dor pleurítica no hemitórax direito. Chega febril, taquipneico e com redução do murmúrio à direita.
Paciente de aproximadamente 68 anos chega em franca dispneia, sem história clara disponível no primeiro momento. Está agitado, taquipneico e hipoxêmico. A equipe precisa de um roteiro rápido para orientar a conduta inicial.
Paciente de cerca de 72 anos com DPOC conhecida chega com piora da dispneia, edema de membros inferiores e chiado. A dúvida é se domina o componente pulmonar obstrutivo ou a descompensação cardíaca associada.
Paciente de aproximadamente 66 anos com insuficiência cardíaca conhecida retorna com dispneia aos esforços, ganho de peso e edema. Está congesto, mas a equipe quer definir o quanto e quão rápido descongestionar.